
Bombardeios israelenses em Rafah mataram pelo menos 16 civis palestinos nesta terça-feira, 28, segundo dados do ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo grupo terrorista Hamas. Os bombardeios ocorrem em meio a intensos combates na cidade do sul do enclave palestino.
Uma operação militar israelense realizada no inicio de maio fez com que quase um milhão de civis palestinos fugissem de Rafah, cidade que abrigou muitos palestinos nos últimos meses da guerra por conta dos combates no norte e no centro de Gaza.
Os Estados Unidos e outros aliados ocidentais de Israel alertaram contra uma ofensiva total na cidade. O governo de Joe Biden apontou que uma ofensiva militar mais abrangente seria uma linha vermelha para Washington. Na sexta-feira, 24, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) apelou para que Tel-Aviv suspendesse a ofensiva em Rafah, mas o tribunal não tem jurisdição para fazer Israel cumprir esta ordem.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu seguir em frente, dizendo que as forças israelenses devem ir para Rafah para desmantelar a capacidade militar do grupo terrorista Hamas e resgatar os reféns israelenses no enclave palestino.
Operações
De acordo com o governo israelense, as operações em Rafah são pontuais e limitadas, mas residentes palestinos relatam fortes bombardeios.
“Foi uma noite de horror”, disse Abdel-Rahman Abu Ismail, um palestino da Cidade de Gaza que está abrigado em Tel al-Sultan desde dezembro. Ele disse que ouviu “sons constantes” de explosões durante a noite e até a manhã desta terça-feira, com caças e drones sobrevoando a área.

O Ministério da Saúde de Gaza apontou que duas instalações médicas em Tel al-Sultan foram retiradas de serviço devido a intensos bombardeios nas proximidades. A Ajuda Médica para os Palestinos, uma instituição de caridade que opera em todo o território, afirmou que o centro médico de Tel al-Sultan e o Hospital de Campanha da Indonésia estavam bloqueados, com médicos, pacientes e deslocados presos lá dentro.
A maioria dos hospitais de Gaza já não funciona. O Hospital do Kuwait em Rafah fechou depois que um ataque perto de sua entrada matou dois profissionais de saúde.
Fonte: https://comunhao.com.br/