As vítimas estavam abrigadas em igreja quando foram atingidas pelo atirador.

No sábado, 16 de dezembro, duas mulheres cristãs foram mortas por um franco-atirador em Gaza. Elas estavam no complexo de uma igreja, composto pelo templo e alguns edifícios, como dormitórios, onde outros cristãos se refugiaram desde o agravamento da guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas.
Líderes da igreja confirmaram o ataque, relatando que Nahida e sua filha, Samar, foram baleadas e mortas enquanto estavam dentro do complexo da igreja. Uma delas foi atingida, e a outra tentou socorro.
Outras três pessoas foram feridas na região devido ao bombardeio. O líder da igreja local descreveu a situação como uma “tragédia absurda”, incapaz de compreender como tal ataque pôde ocorrer. Em uma igreja próxima, onde 1.070 cristãos palestinos estão abrigados, o medo constante de novos bombardeios se soma à preocupação com a escassez de alimentos, à insuficiência de banheiros e recursos básicos para atender tantas vítimas, e, principalmente, à falta de perspectiva de futuro.
Há quase dois meses, centenas de cristãos têm se escondido e se abrigado na igreja em Gaza, acreditando que os templos e edifícios próximos são os locais mais seguros no momento. As mulheres se revezam para cozinhar alimentos, muitas vezes para a única refeição do dia, e o uso dos banheiros é organizado para atender tantas pessoas em um único local. Esses cristãos ainda não têm perspectiva de quando poderão retornar para casa.
O incidente do último final de semana, somado a um ataque há pouco mais de um mês, resultou na morte de pelo menos 20 cristãos durante a guerra entre Israel e Hamas. Pedimos suas orações pelo fim do conflito entre Israel e Hamas e por um Natal de paz para a região.